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Exposições MAM

Estão em cartaz no MAM as exposições “Livros de Artista da Biblioteca do MAM” e “Antonio Bandeira”. A primeira, até 16 de fevereiro e a segunda, até 01 de março. Ambas possuem audioguia com audiodescrição proposto pela Museus Acessiveis.

“Livros de Artista da Biblioteca do Mam”

Os livros de artista floresceram nos últimos cinquenta anos. Embora certos livros já tivessem sido impressos com a colaboração de artistas, desde o século XVIII, a busca por formatos alternativos de obra de arte incentivou o uso do livro para multiplicar exemplares de uma produção que buscava circular por fora de instituições consagradas, como museus e galerias. Assim, um número crescente de artistas passou a criar obras tecnicamente estruturadas como um livro, mas que desafiavam nossas expectativas sobre tal objeto.

Nas décadas de 1960 e 70, os livros de artista utilizaram a escrita impressa e o desenho gráfico como ferramentas para veicular obras de arte mais próximas da teoria. Tratava-se de uma estratégia para gerar reflexão no público, chamando atenção para temas políticos, como a própria indústria de comunicação de massa, da qual as gráficas que imprimem livros fazem parte.

A partir dos anos 1980, houve um interesse crescente pela materialidade do livro. Além das propriedades dos papéis, as tintas e encadernações tornaram-se matéria-prima para experiências diversas com carimbos, colagens e diversos expedientes técnicos que singularizavam a produção do livro de artista. Logo, cada peça poderia ser única, aproximando-se novamente da obra de arte original. Desde então, os artistas têm transitado entre livros mais conceituais ou mais plásticos.

O experimentalismo do livro de artista foi identificado pelas bibliotecas de arte, antes mesmo de os museus prestarem atenção a tal inovação. Foi assim que a Biblioteca do MAM formou uma coleção de livros, que agora trazemos ao público. Reunimos aqui livros de artista que não foram produto de editoras comerciais, enfatizando o trabalho singular de certas tiragens. O pioneirismo da Biblioteca do MAM fomentou também importantes doações, levando à constituição de uma das coleções mais relevantes de livros de artista do país.

GLOSSÁRIO

Livro: coleção de folhas em branco e/ou que portam imagens, usualmente fixadas juntas por uma das bordas e refiladas nas outras para formar uma única sucessão de folhas uniformes.

Livro de arte: livro em que a arte ou o/a artista é o assunto.

Livro de artista: livro em que um/uma artista é o/a autor/autora.

Arte do livro: arte que emprega a forma do livro.

Livro-obra: obra de arte dependente da estrutura de um livro.

Livro-objeto: objeto de arte que alude à forma de um livro.

(Classificação da Sociedade de Bibliotecas de Arte da América do Norte, de 1982, em Paulo Silveira. A página violada. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2008, 2ª ed., p. 47.)

Felipe Chaimovich

Curador

 

 “Antonio Bandeira”

Nascido em Fortaleza no dia 26 de maio de 1922, Antonio Bandeira logrou trilhar um caminho incomum no âmbito da arte brasileira. Artista independente em meio às influências locais de seu tempo – mesmo que extremamente ativo em seu ambiente social – não foi em busca dos regionalismos estilísticos e geográficos que por vezes alimentaram artistas de sua geração. Permaneceu à margem de escolas e estilos, jamais emprestando seu nome às declarações de fé estética tão em voga naquele momento.

Exigente e metódico, definido por seus pares como artista sério, lacônico e de uma “casmorrice monacal”, trabalhou diligentemente durante toda a vida, nos legando uma produção surpreendente não só pela qualidade e sensibilidade, mas também pelo volume. Para além disso, dedicou especial atenção a sua própria persona ao alimentar mitos e narrativas acerca de sua biografia e cultivar sua imagem, criando assim um personagem que muitas vezes suscitou tanto interesse quanto sua obra.

Traços, cores, tramas, manchas e respingos aparentemente abstratos, efetivamente estampam, nas palavras do artista, “paisagens, marinhas, árvores, portos marítimos, cidades, enfim, apontamentos de viagem. Parto do realismo e, depois, vou aparando a ramaria até chegar ao ponto que minha sensibilidade exige. (...) A natureza foi e será, sempre, o meu celeiro.” Esse compromisso alegre com a vida pautou sua aproximação e assimilação da linguagem internacional da arte abstrata, e como resumiria Ferreira Gullar, Bandeira “valeu-se das possibilidades da nova linguagem para expressar sua relação amorosa com a realidade que vivia e a realidade que vivera”.

A presente mostra reúne um conjunto de cerca de 70 obras, telas, guaches e aquarelas, abarcando diferentes momentos de sua produção artística, das primeiras pinturas figurativas às grandes telas de densas tramas e gotejamentos dos últimos anos, e tem sua gênese na mostra Antonio Bandeira: um abstracionista amigo da vida, realizada no Espaço Cultural Unifor, Fortaleza, de agosto a dezembro de 2017.

Regina Teixeira de Barros e Giancarlo Hannud

Curadores

 

 

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